Artigo

A maternidade em quatro visões diferentes

   

 

 

 

 

 

 O relacionamento entre mãe e filha é, sem dúvida, um dos que mais moldam nossa identidade, personalidade e caráter. Por isso, a edição de Visão Missionária do segundo trimestre preparou um especial sobre maternidade, apresentando quatro visões diferentes sobre o tema. Confira a seguir os principais destaques. Para ler os artigos completos, adquira seu exemplar em nossa Loja Virtual: www.lojaufmbb.org.br.

 

 

 

Maternidade tóxica

 

A psicóloga Lucia Cerqueira escreveu sobre filhas de mães tóxicas. A relação entre mãe e bebê é fundamental no desenvolvimento da criança. Em algumas situações, porém, há uma falha no exercício da função materna, ocasionando um sentimento de desamparo no filho, que impactará sua formação e seu desenvolvimento.

 

 

 

De acordo com ela, “mães tóxicas possuem uma visão negativa do mundo. São destrutivas, muito controladoras ou superprotetoras, abusadoras, perfeccionistas e/ou exigentes demais, culpam os filhos por suas próprias decisões e frustrações, cobram exageradamente, não reconhecem ou valorizam seus esforços, expõem sua vida pessoal, criticam sua personalidade, aparência e atitudes”.

 

 

 

Lucia explica que “as marcas deixadas em nosso desenvolvimento pela criação de uma mãe tóxica ficam. Elas não precisam, contudo, ser decisivas em nosso viver. Podemos e devemos aprender a viver e conviver da melhor forma possível com as marcas deixadas em nós. Temos aprendido que em Cristo somos novas criaturas, que as coisas velhas já passaram e estamos vivendo um novo tempo (2Co 5.17)”.

 

Vivendo a maternidade por meio da adoção

 

A jornalista Jaqueline Teixeira apresentou uma visão da maternidade que nos lembra da nossa condição enquanto filhos adotados por Deus por meio de Jesus Cristo (Gl 4.4-6): a adoção. Em “Filhos por adoção – Uma via de parentalidade”, a autora explica o processo para adotar uma criança ou adolescente: “A adoção legal no Brasil é feita pelo Sistema Nacional de Adoção e Acolhimento, do Conselho Nacional de Justiça.

 

De acordo com o Estatuto da Criança e do Adolescente, estão aptos para adoção homens e mulheres (em qualquer estado civil), maiores de 18 anos e pelo menos 16 anos mais velhos que o adotado, que ofereçam ambiente familiar adequado.” Ela explica também qual deve ser a motivação para a adoção: “A única motivação correta para adotar filhos é desejar a maternidade/paternidade, nada mais. A adoção não é um ato de caridade.” 

 

 

 

 

 

Segundo Jaqueline, é importante lembrar que a “adoção não é uma possibilidade apenas para quem não pode gerar filhos biológicos. Ela é um caminho possível para qualquer família, incluindo aquelas com filhos biológicos. Mesmo para quem desejou gerar e não conseguiu, a adoção não pode ser tratada e buscada como um plano B, porque trará sofrimento e frustração aos pais e aos filhos. Se a infertilidade é uma ferida aberta e latente, é preciso viver o luto e tratar essa dor antes de decidir seguir outro caminho”.

 

 

 

Quando a mãe chega à terceira idade

 

Em “Inversão de papéis: quando a mãe se torna filha”, o pastor e psicólogo José Paulo Moura Antunes fala sobre o momento da vida em que as mães se tornam dependentes dos cuidados dos filhos. Ele enfatiza que “quem foi cuidado precisa cuidar”, e acrescenta: “O momento da vida familiar quando a mãe se torna filha deve ser encarado com naturalidade e satisfação. Quando os papéis se invertem, cabe aos filhos o dever de cuidar do bem-estar físico, emocional e também espiritual de sua mãe.”

 

Ele lista ainda algumas ações que os filhos devem ter com a mãe idosa, como visitar com frequência, levá-la para atividades de lazer, ajudá-la em tarefas do dia a dia, presenteá-la e tratá-la com afeto e carinho.

 

 

 

A responsabilidade materna x A resposta dos filhos

No última artigo do especial de Dia das Mães, a escritora Nancy Dusilek tenta responder a uma inquietante pergunta: O que fazer quando os filhos “tomam outros rumos, fazem opção por comportamentos não desejados, assumem ideologias não bíblicas, escolhem atividades que machucam as pessoas, negam tudo o que aprenderam desde criança”?

 

 

 

Nancy primeiramente lembra a leitora sobre o papel materno: “O lar é o nosso campo missionário. Somos responsáveis por cada filho que chega para nós. Por isso, precisamos chegar primeiro aos nossos filhos com valores morais e espirituais antes que eles sejam contaminados pela influência do mundo.” 

 

No entanto, a mãe precisa se lembrar de que os filhos têm livre arbítrio, concedido pelo próprio Deus, e, por isso, são responsáveis por suas escolhas, sejam elas boas ou ruins: “O importante é termos cumprido com nossas responsabilidades, instruindo e educando, fazendo o melhor possível. Mas a escolha, quando crescem, chegam à adolescência ou juventude, é uma atitude pessoal.” Quando essas escolhas ferem nossos valores e princípios, restam à mãe três ações: amar o filho, orar pelo filho e esperar em Deus. 

 

 

 

 

 

Para todas as mães

 

 

 

A União Feminina, por meio de sua proposta educacional e literatura, quer ajudar você em seu maternar. Sabemos que a maternidade é uma missão especial, e você precisa de suporte emocional e espiritual para desempenhá-la. Por isso, desejamos que você tenha em sua igreja local um grupo de mães onde isso possa acontecer. Por fim, dedicamos a você essa palavra que finaliza o texto de Nancy Dusilek: “Deus conhece as nossas dores e alegrias, e a cada dia supre as nossas necessidades. Confie.”