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A importância da Educação Teológica e Ministerial

Todos os anos, no mês de novembro, as Igrejas Batistas têm a oportunidade de celebrar o mês da Educação Teológica e Ministerial. É tempo de refletir sobre o chamado para o ministério no Reino de Deus, de orar para que o Senhor mande trabalhadores para a sua Seara (Mateus 9.38), de incentivar vocacionados e recomendá-los para que se preparem teologicamente e, também, tempo de investir para que estes vocacionados tenham uma formação adequada.

 

A formação teológica e ministerial é extremamente importante e deve fazer parte da visão estratégica da denominação. Obviamente, os membros e os líderes de nossas Igrejas têm expectativas em relação a esta formação, entre as quais podemos citar:

1) Expansão / Crescimento: há uma expectativa das Igrejas e da denominação em relação à expansão e ao crescimento. Quando no passado, a Convenção Batista Brasileira, bem como as convenções estaduais, tiveram a visão de criar casas de formação, estavam pensando em prover novos líderes para as novas Igrejas e para os campos missionários. Muitas vezes perdemos isso de vista enquanto ensinamos nossos vocacionados. É provável que se espere das Juntas missionárias (mundiais, nacionais, locais) a expansão... Mas é verdade também que o material humano dos projetos de expansão passam (ou deveriam passar) por nossas casas de formação.

 

2) Formação de Lideranças: obviamente, espera-se que as instituições teológicas preparem líderes. Num rápido exercício de reflexão poderíamos lembrar dos líderes da CBB, das convenções estaduais, das associações, das Igrejas, da Ordem dos Pastores, sejam eles presidentes, executivos, membros de diretoria ou membros de junta/comitê/conselho que administra alguma instituição.

 

Quantos deles passaram por alguma casa de formação Batista? Com certeza, a grande maioria deles. Se avaliarmos estes líderes: seus pontos fortes e seus pontos fracos; seus acertos e seus erros; suas potencialidades e suas limitações; suas ações visionárias e sua falta de visão… Querendo ou não, esses líderes são resultados da formação que tiveram nos nossos seminários.

 

É claro que as variantes dessa equação são muitas (perfil individual, diferentes oportunidades de crescimento, mentoria no ministério etc). Mas, de alguma forma, os líderes atuais são produto/resultado da formação que lhes foi dada nas instituições Batistas (sejam boas, sejam ruins).

 

3) Identidade Doutrinária: a denominação (Igrejas e membros) espera que as instituições teológicas zelem pela doutrina. É nas casas de formação ministerial que isso deve ser fortalecido. Não raras vezes chega para nós a pergunta: “o que o pessoal do seminário diz sobre isso?” Nos veem como “guardadores da sã doutrina”.

 

4) Práticas Eclesiásticas: da mesma forma como no tema da identidade doutrinária, a denominação (Igrejas e membros) espera que as instituições teológicas deem o ritmo de como deveriam ser as práticas eclesiásticas. Afinal de contas, é lá que os pastores “aprendem como se faz”…

 

Tudo isso mostra que a responsabilidade das casas de formação é muito grande. Os gestores e docentes dos seminários e faculdades Batistas têm em suas mãos esse grande privilégio e essa grande responsabilidade de preparar os pastores, missionários, plantadores de Igrejas, líderes denominacionais, entre outros.

 

Investir nas instituições que preparam obreiros para as Igrejas da nossa Convenção e também para os nossos campos missionários, é investir no Reino de Deus. Alguns podem até se perguntar: por que precisamos investir neste seminarista, se depois ele acaba indo para outro lugar? Se você pensa desta forma, gostaria de sugerir um exercício bastante simples: procure analisar o quanto a sua Igreja investiu na formação do seu atual pastor.

 

Na maioria dos casos, muito provavelmente a sua Igreja nem conhecia o seu atual pastor na época em que ele estava se preparando. Isso significa que outras pessoas e outras Igrejas investiram para que hoje ele fosse o seu pastor. Da mesma forma, hoje podemos investir em pessoas que estão se preparando para diversos ministérios mundo a fora, investindo assim no Reino de Deus.

 

Assim, neste mês de novembro, leve a sua Igreja a orar por novos vocacionados, a interceder pelas instituições teológicas, pela responsabilidade que temos de preparar com excelência cada um dos novos obreiros, e a investir financeiramente neste projeto. Levantem uma oferta em prol das necessidades das casas de formação de pastores e missionários. Lembre: juntos, fazemos mais e melhor!

 

Claiton André Kunz pastor, presidente da Associação Brasileira de Instituições Batistas de Ensino Teológico