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  Como está a sua caminhada?

Uma das metas que quase todos traçam no início do ano é perder alguns quilinhos ou deixar de ser sedentário, o que é importante e vai muito além da estética, é questão de saúde. Fazer exercícios faz bem. Contudo, alguns, devido ao tempo, finanças ou disposição, optam por algo mais tranquilo como a caminhada, que não auxilia apenas no emagrecimento, mas controla a pressão, diabetes, faz bem para a circulação, entre tantos outros benefícios.

Para que a caminhada dê resultados, é necessário que se tenha alguns cuidados, como por exemplo, o tipo de roupa, o local, a alimentação, o condicionamento físico, entre outras precauções. Baseado no exercício físico citado, reflita comigo a respeito da nossa caminhada cristã. Para tal, vou traçar alguns pontos:

1 – Caminhar é algo cotidiano para a maioria das pessoas, já que se aprende a andar ainda quando criança. Entretanto, precisa ser praticado. Na nossa vida cristã também é assim. Não se aprende a caminhar com Deus. Existe apenas a prática. Ser cristão é, diariamente, conhecer um pouco mais de Deus através da intimidade com Ele.

2 – Normalmente, quem decide praticar a caminhada toma essa decisão baseada em alguma motivação. Na vida cristã também não é diferente. Por que você é um cristão? Por que segue a Cristo? Será que tem servido a Jesus pelas motivações certas? E se Deus não tivesse poder algum para te dar bênçãos e você vivesse em constante tribulação, você O amaria pelo que Ele é e pela salvação que Ele nos oferece, pela graça, por intermédio do Seu filho Jesus?

3 – É importante, no momento da caminhada, escolher um bom lugar. É indicado um local plano e, de preferência, com uma paisagem agradável, para relaxar. A má escolha desse lugar pode até ocasionar lesões. Na vida cristã podemos dizer que também é assim. Somos únicos diante de Deus, com personalidade e rotina diferentes. Ou seja, a caminhada de ninguém é igual, contudo, Deus, sabiamente, já nos deixou vários alertas no plural. “Todos pecaram” (Rm 3.23); “Somos mais que vencedores” (Rm 8.37).

4 – Como já dito anteriormente, é imprescindível a escolha da roupa e calçado adequados, assim como, da alimentação correta. As roupas e calçados para a realização do exercício físico influenciam totalmente. E na alimentação é dispensável alimentos pesados e obrigatório a ingestão de água. Comparando, sem a armadura de Deus, o cristão ficará desprotegido diante dos ataques do inimigo das nossas almas. A proteção do cristão é o cinturão da verdade; couraça da justiça; como sapatos, a prontidão para anunciar o Evangelho da paz; o escudo da fé; o capacete da salvação e a espada do Espírito. Já o nosso alimento é, única e exclusivamente, a Palavra de Deus. É dela que devemos ter fome e sede.

5 – É importante ter um foco e fundamental estar atento ao que está à sua volta, como a paisagem, por exemplo. Os especialistas citam, inclusive, que é melhor caminhar sozinho para evitar conversas. Trazendo para a nossa abordagem da vida cristã, é importante que andemos ao lado de pessoas que nos levem para mais perto de Deus, que sejam um incentivo na nossa caminhada espiritual. Que somem com conselhos sábios e valorizem a oração.

6 – Antes de praticar exercícios físicos é indicado que se faça exames médicos para identificar a condição física da pessoa. É indicado para alguns um personal trainer, para outros, cardiologista, nutricionista, enfim, é necessário um acompanhamento mais específico. Na nossa vida cristã também funciona dessa maneira. É necessário termos um líder espiritual. Por exemplo, o nosso pastor. É importante participar de um discipulado, célula, grupo de estudo ou EBD para que venhamos crescer espiritualmente sadios. A Bíblia, em todo o tempo, nos ensina a estarmos em comunhão.

Para finalizar, assim como temos a opção de escolhermos se vamos caminhar ou não, e se desejamos caminhar ao ar livre ou nas esteiras da academia, na nossa caminhada com Deus também podemos optar por congregar em uma igreja na cidade X ou na cidade Y, na denominação X ou Z. Entretanto, o chamado do cristão vai além. Somos chamados para viver o Reino de Deus dentro e fora das quatro paredes. Não se resume apenas em uma devocional diária ou nos cultos semanais. É necessário olhar para o próximo, caminhar rumo ao alvo – que é Cristo – sem esquecer que a essência de Cristo é o amor e não a religiosidade.


Paloma Furtado
Redação de OJB

 
Estou cansado de religião! (2) PDF  | Imprimir |  E-mail

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Estou cansado de religião! (2)

Continuo cansado da religião que vive um relacionamento superficial e interesseiro. Formam-se grupos com objetivos comuns sem pensar na unidade da Igreja de Jesus. Sinto-me estafado com tanta hipocrisia, com a falta de sinceridade, maledicências, fofocas nos relacionamentos dentro da comunidade da graça. O Senhor abomina os que promovem discórdia entre os irmãos, como diz Provérbios 6.19. Infelizmente temos na comunidade de Cristo pessoas voltadas para a satisfação dos seus caprichos carnais. A religião enfatiza coisas e não pessoas. Cargos e não cargas. Sentimento como padrão aferidor e não a Palavra de Deus, revelada na história e em nossa experiência de conversão, de novo nascimento.

Estou cansado da religião de aparência e não do coração, do interior. Nos interesses pessoais e não do Corpo de Cristo. Vivemos um tempo de superficialidade sem precedentes. Há mais interação com as máquinas do que com as pessoas. Os relacionamentos têm sido descartáveis, pois obedecem ao principio do utilitarismo, de atender nossas razões e nossos interesses mais diversos, especialmente carnais. Sinto-me pesado com tanta maldade no coração das pessoas que se dizem crentes, mas que agem como incrédulos. Tanto julgamento temerário, como diz Mateus 7.1-5. É impressionante como a religião valoriza o exterior em detrimento do coração, das entranhas. Vivemos em um tempo de ajuntamento solene sem vida e sem relacionamentos qualitativos.

Não tem havido profundidade nas relações fraternais. Temos nos tornado um bando de gente perdida nos próprios interesses. Estamos acorrentados aos padrões do mundo. Vivemos um tempo de individualismo. Raramente nos encontramos para olharmos nos olhos e falarmos a verdade em amor. Experimentamos um tempo de frieza espiritual e frieza emocional. Não temos tempo para nos importar com o nosso irmão e com o nosso próximo. Fazemos um reducionismo de nossos encontros ao templo, às reuniões formais. Perdemos o referencial de comunhão, fraternidade, desprendimento e liberalidade dos irmãos primitivos, como relata At 2.42-47; 4.32-37.

Estou cansado de religião, pois não há desejo intenso de obedecer às orientações do Senhor Jesus. Temos respondido de forma negativa ao agravo; não amamos os nossos inimigos; não caminhamos a segunda milha; tornamo-nos insensíveis às necessidades do próximo; não abençoamos os que nos amaldiçoam; não oramos pelos que nos perseguem, como orienta Mateus 5.38-48. Reagimos negativamente os que nos ofendem. Não temos paciência uns com os outros. Tornamo-nos monstros em nossas relações, pois as vivemos instintivamente.

Somos implacáveis com os que erram como se não errássemos também. Agimos sem graça e misericórdia. À semelhança dos escribas e fariseus, acusamos as pessoas com muita facilidade. Vemos os defeitos nas pessoas e nos esquecemos dos nossos. Há pouquíssima disposição em servir ao próximo. Não somos imitadores de Deus como filhos amados e não temos andado em amor como Cristo nos amou e a Si mesmo se entregou por nós como oferta e sacrifício a Deus com aroma suave, de acordo com Efésios 5.1-2.

Sim, estou cansado de religião sem vida, sem renúncia, sem misericórdia, sem paixão, sem dedicação, sem compromisso, sem coração aquecido e sem amor. Uma religião que não prioriza os valores do Reino de Deus. Que não age como o samaritano e não olha para Jesus, mas para o homem.

Descanso no Evangelho de Cristo que serve, socorre em amor, encoraja, levanta o abatido, alivia os cansados e oprimidos, renova as forças dos desvalidos, acolhe em amor o maltrapilho, vive com sinceridade, serve com o amor de Cristo Jesus, prega a verdade com intrepidez e ousadia, ora intensamente pelos perdidos, investe no Reino de Deus, não faz acepção de pessoas, vive a simplicidade do Evangelho; busca a santificação sem a qual ninguém verá o Senhor; busca e nutre relacionamentos saudáveis; visita os órfãos, as viúvas, os doentes, os encarcerados e os pobres. Descanso na diaconia do evangelho de Cristo. Recreia as minhas entranhas ver os crentes vivendo em profundo amor, que tudo sofre, tudo crê, tudo espera e tudo suporta, o amor que jamais acaba, como relata I Co 13.4-8. O Evangelho de Cristo é o da Sua Igreja. É o Evangelho da comunhão, da fraternidade e da unidade em Cristo Jesus. É o Evangelho de Cristo, que veio buscar e salvar o perdido para sair de uma vida solitária para uma vida solidária. É o Evangelho da aceitação, do perdão e da festa para a Glória de Deus Pai - que é amor, segundo I Jo 4.8 -, que nos ama com um amor furioso.


Oswaldo Luiz Gomes Jacob
Colunista de OJB


 
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