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Construtores da paz

Vivemos rodeados por violências. Sempre foi assim na história, não existe relatos de comunidades sem a presença da violência como modo de expressão e regulação social. O que difere entre as sociedades envolve sua intensidade de expressão e sua valorização social. A violência sempre perpassou todas as classes e grupos sociais.

No Brasil, presenciamos o crescimento da violência. Seu aumento transforma sua expressão em algo habitual, quase aceitável. Por vezes, dada a sua banalização, nem se percebe sua presença. Um exemplo que ilustra bem sua ampla circulação social se deu na última eleição. Quem pensava diferente era prontamente transformado em inimigo e, nesta condição, foi alvo, ao menos nas redes sociais, de diversos xingamentos e desqualificações. Nessa torrente de violência, muitos de nós cristãos aderimos com alegria. Quando a violência se apresenta, em atos e palavras, de forma tão ampla em uma sociedade, torna-se algo de difícil superação.

Diante de tal gravidade, como seria possível combater o aumento da violência no Brasil? Alguns logo apresentam soluções orientadas pela violência. Ou seja, busca-se combater a violência com ações igualmente violentas. O grande exemplo disso envolve a proposta de redução da maioridade penal. Imagina-se que ações violentas e agressivas (mandar pessoas para a prisão) podem refrear a violência. Os exemplos da história mostram que as opções violentas nunca conseguiram produzir uma sociedade mais pacífica. Quando muito, conseguiram amenizar seus efeitos.

Qual seria a contribuição que a igreja brasileira poderia dar a uma sociedade violenta como a nossa? Como nós, evangélicos, conseguiríamos desempenhar o papel designado por Jesus de sermos sal e luz do mundo, como descreve Mateus 5.16? O que aprendemos de Jesus nos distancia das soluções violentas para combater a violência. Ao contrário, ele nos orienta em Mateus 5.9 a procurarmos a paz, a sermos pacificadores. Compreendendo que a paz (shalom) no contexto judaico não se restringe a superação de conflitos, vai além, incluindo a existência de condições favoráveis à vida. Tanto é assim, que muitas vezes shalom é traduzido por prosperidade, ao invés de paz.

Acredito que nesse caminho de construtores da paz, dois desafios se apresentam como base para qualquer ação. Primeiro, precisamos reconhecer que precisamos ser mais evangélicos, mais seguidores de Jesus. O desafio é termos nossa mente em confronto com ideias mundanizadas, de acordo com Romanos 12.2, a fim de não aderirmos a ideias simplistas e que desprezam pessoas pelas quais Cristo morreu. Enquanto nossa mente não se aproximar aos ensinos evangélicos, pouca contribuição poderemos dar à nossa sociedade. O segundo, em desdobramento do anterior, é buscar difundir na sociedade a proposta evangélica de paz.

Toda ação cristã de combate à violência unirá necessariamente a busca pela dignidade humana de todos os envolvidos e condições melhores de segurança. Nossa responsabilidade como cristãos é grande e fundamental: ensinar e viver a paz de Deus. Que sejamos a paz de Deus!


Depto de Ação Social da CBB

 
Em que somos semelhantes a Deus? PDF  | Imprimir |  E-mail

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Em que somos semelhantes a Deus?


“E criou Deus o homem à sua imagem: à imagem de Deus o criou; homem e mulher os criou” (Gn 1.27)

A Bíblia afirma que, dentre todas as coisas criadas, somente o ser humano foi feito à semelhança do Criador. “Assim Deus criou os seres humanos; Ele os criou parecidos com Deus” (Gn 1.27). Não faltam comentaristas que se deram ao trabalho de pesquisar sobre o termo “parecido” ou “à imagem e semelhança de Deus”. O apóstolo João, por revelação do Espírito, descreve o Senhor afirmando: “Quem não ama não O conhece, pois Deus é amor” (I Jo 4.8). Jesus resumiu “a Lei e os profetas”, declarando que a vida eterna implica “Amar a Deus sobre todas as coisas e, ao próximo, como a si mesmo” (Mr 12.30-31). O que nos faz “parecidos” com Deus é a capacidade de amar com que Ele nos criou. Amar não é a expressão de emoções e sentimentos. Amar é uma postura diante da realidade.

Amar é uma escolha amadurecida, independentemente das circunstâncias. Porque Deus nos amou, apesar dos nossos pecados. Cristo nos manda amar até os inimigos. Temos a capacidade de amar, exatamente porque fomos criados “parecidos com Deus”. Como “filhos de Deus”, nossa missão é amar uns aos outros, porque “Deus é amor”.


Olavo Feijó
Colunista de OJB

 
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