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Religião,Evangelho e Amor PDF  | Imprimir |  E-mail

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Religião, Evangelho e Amor

Jesus reafirmou o propósito do Pai dizendo que devemos “amar o próximo” e, em muitas vezes, o nosso próximo é aquela pessoa que está do nosso lado, que vive a margem da religião. Enquanto a religião, de forma pragmática aproxima os fanáticos, também exclui muitas vidas por suas regras que nada tem a ver com a pessoa de Jesus. A religião não ensina muita coisa sobre o próximo, pois o foco da religião apresenta uma lista de condutas pessoais que leva as pessoas para dentro de si mesmas para cumprir as metas, enquanto o Evangelho de Jesus nos leva na direção do outro.

A religião aparentemente é boa, mas ela é perigosa. Na maioria das vezes, a religião cega às pessoas, e as pessoas cegas pelos conceitos religiosos não veem que estão longe dos padrões de Deus, mesmo que a religião cite as coisas de Deus, pois ela cega e aprisiona a pessoa em suas teias bem elaboradas, enquanto Jesus nos liberta. Os fariseus tentaram aprisionar e moldar Jesus nas tradições humanas, mas Ele só rebateu a religiosidade de Sua época. Na realidade, Jesus criticou severamente a religiosidade hipócrita e mostrou que o Evangelho não era uma cartilha do que pode ou não fazer, do que pode ou não comer, de que dia é sagrado ou não. Jesus mostrou que o Evangelho é muito mais do que uma fórmula humana, é um relacionamento de amor com Deus, o Pai.

A religião é fabricação humana e contaminada, já o Evangelho é dádiva de Deus. O relacionamento com Deus, que é essencialmente amor, é pautado pelo amor, e essa relação nos leva a amarmos as pessoas que estão a nossa volta, como Deus, o Pai, tem nos amado. A religião nos limita, e o Evangelho nos liberta, e essa libertação promove uma vida amorosa. A religião se prepara para suas datas litúrgicas, enquanto o Evangelho nos ensina a vivermos o “hoje” intensamente como se fosse nosso último dia. A religião é um movimento humano para se aproximar de Deus, já o Evangelho é um movimento de Deus, o Pai, para se aproximar da Sua criação perdida. O evangelho nos seduz e nos constrange a amarmos como Jesus, e isso nos basta. Amemos mais para espalharmos o amor de Deus visualizado em Jesus.


Jeferson Rodolfo Cristianini
Colaborador de OJB

 
Uma batalha constante PDF  | Imprimir |  E-mail

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Uma Batalha Constante


“Vigiai e orai, para que não entreis em tentação; o espírito, na verdade, está pronto, mas a carne é fraca” (Mt 26.41).

Somos um composto de carne e Espírito. Nosso lado espiritual está sempre propenso a se aproximar das coisas de Deus, ao passo que o carnal não tem essa motivação, pelo contrário, muito se satisfaz com coisas que contrariam o Espírito, estabelecendo assim, uma batalha constante entre o espiritual e o carnal. A vitória da carne nessa batalha compromete nosso Espírito, por isso, Jesus nos dá importantes orientações para reverter esse perigoso resultado. Vejamos:

1) - Vigilância espiritual: Consiste estarmos alertas a nível espiritual. Humanamente não conseguiremos escapar das tentações sobre nossas necessidades materiais. Os apóstolos de Jesus, ao tentarem isso por si mesmos, fracassaram: convocados por Jesus para orarem foram vencidos pelo sono; prometeram fidelidade a Jesus até a morte e, no mesmo dia, o negaram; chamados a desfrutar da confiança e intimidade com Jesus, o traíram. “Disse-lhe Pedro: Ainda que seja necessário morrer contigo, de nenhum modo te negarei. E todos os discípulos disseram o mesmo” (Mt 26 .40).

2) - Ter consciência de nossa fragilidade espiritual: Nosso lado carnal é mais forte porque nascemos inteiramente carnais, vivendo grande tempo assim, pois nossa verdadeira ou bíblica iniciação espiritual começa, na maioria das vezes, anos depois do nosso nascimento. Ainda porque o alimento para nossa carne é muito mais divulgado, atrativo e abundante, ao passo que o alimento espiritual é indigesto à nossa carne, a contraria, não é atrativo aos nossos olhos carnais, e ainda exige a renúncia a estes. “O Espírito é o que vivifica; a carne para nada aproveita; as palavras que eu vos tenho dito, são Espírito e são vida” (Jo 6.63); “Então disse Jesus a seus discípulos: Se alguém quer vir após mim, a si mesmo se negue, tome a sua cruz e siga-me” (Mt 16.24). O homem criado por Deus tem sua constituição nesta ordem: espírito, alma, corpo. No homem criado em Adão há inversão nessa forma: corpo, alma, espírito. Por isso a carne, o corpo é mais forte até que sejamos reconstituídos por Jesus à nossa originalidade. Vença essa luta obedecendo a Jesus.


Celson de Paula Vargas
Colaborador de OJB

 
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