Textos e Estudos Bíblicos
Jesus, a Prostituta e o Religioso PDF  | Imprimir |  E-mail
Escrito por Redação CBB   
Seg, 24 de Agosto de 2015 09:07

JESUS, A PROSTITUTA E O RELIGIOSO (1ª PARTE)

UMA PROSTITUTA ARREPENDIDA

Lucas 7.36-50

Hoje em dia, as pessoas querem Jesus, mas também desejam viver em seus pecados. É comum alguém dizer que tem Jesus, mas vive transando em motéis como se fosse algo normal. Ou alguém ganhar dinheiro desonestamente e dar o dízimo sem nenhum problema de consciência. Ou tratar muito mal a família e estar no domingo levantando as mãos no louvor em um culto. Parece que não há mais o ensino bíblico de que viver com Jesus significa rejeitar o pecado. A expressão “eu me arrependo, Senhor” sumiu das orações. Hoje, com Jesus no coração, cabe tudo na vida, inclusive os pecados. Será que o Evangelho aceita este tipo de atitude? É o que veremos no texto de Lucas 7.36-38. Esta é a primeira parte de um texto maior que compreende Lucas 7.36-50, onde atuam três personagens: Jesus, uma prostituta e um religioso.

Um fariseu convida Jesus para jantar em sua casa (v. 36). Não nos é dito o nome da cidade, mas o fariseu era famoso nela. Fariseus eram homens muito religiosos que seguiam corretamente e ao pé da letra a Lei de Moisés, que regulava a vida religiosa dos judeus. Formavam uma casta religiosa muito acima do povo ao qual desprezavam. Nesta época, já há um mal estar entre Jesus e os fariseus, porém Jesus, muito sociável, aceita o convite e vai jantar. Para entendermos esta história, preciso falar como era um jantar naquela época. Não havia cadeiras e mesas como há hoje. O jantar era servido sobre uma toalha no chão. As pessoas se reclinavam rente ao chão e havia almofadas no qual eles se apoiavam com o braço esquerdo para comer com o direito. Não havia talheres e comia-se com as mãos. Por conseguinte, os pés ficavam para fora da mesa. Num jantar público como este, só os convidados estavam à mesa, mas a porta da casa do anfitrião ficava aberta e qualquer pessoa da cidade podia entrar e assistir ao banquete. Sendo Jesus uma pessoa famosa, podemos imaginar que a casa do fariseu estava cheia de pessoas assistindo o banquete. Uma mulher pecadora ficou sabendo que Jesus estava jantando na casa do fariseu (v. 37). “Mulher pecadora”, na época, era uma forma de dizer “prostituta”, assim como hoje usamos a expressão “garota de programa”. Parece-me que a palavra “prostituta” ofende os homens e preferem então trocá-la por outra. A cidade não era grande, logo ela era uma “pecadora” bem conhecida ali. Por ser uma mulher discriminada, podia muito bem ter ficado no seu canto, mas, assim que soube, pegou um perfume muito caro (mirra) em um vaso de alabastro que também era caríssimo. Todas as suas economias advindas da prostituição estavam naquele vaso e perfume. E lá foi ela em direção à casa do fariseu com seu vaso de perfume. Ela sabia que poderia entrar porque a porta estaria aberta, mas era grande a audácia e coragem daquela mulher entrar na casa de um “santo” fariseu.

Ela estava muito determinada no que ia fazer. Ela entra na casa e coloca-se aos pés de Jesus, por detrás. Creio que imediatamente fez-se silêncio total na casa do fariseu. Todos estavam atentos ao que ia acontecer. Ela não podia chegar até a cabeça de Jesus para ungi-lo por causa da posição dele e dos demais convidados. Por isso, para aos seus pés (v. 38). Veja bem: ela ia ungir os pés de Jesus com o perfume, mas diante dele, começa a chorar copiosamente. Por que ela chora? Ela chora por ela e por sua vida de pecado. Das duas uma: ou aquela mulher tinha ouvido uma mensagem de Jesus ou tinha tido uma conversa pessoal com ele antes de entrar na casa. De qualquer forma, as palavras de Jesus levaram-na a pensar acerca de si mesma e da vontade de Deus para ela. O choro dela aos pés de Jesus era um choro de pesar, de lamento por sua própria vida cheia de pecados e erros. E mais, ela estava declarando que, por causa dele, ela estava se arrependendo da vida que levava e mudando sua história. Aquela mulher estava abandonando a prostituição para viver uma vida debaixo da vontade de Deus. Prezado leitor: encontrar-se com Jesus significa arrepender-se dos pecados que se tem, abandoná-los e seguir novo rumo de vida. Suas muitas lágrimas molharam os pés de Jesus e ela, soltando seus longos cabelos, enxuga-os. Era uma vergonha para uma mulher soltar seus cabelos em público. Mas, se é para Jesus, ela assumia esta vergonha. Depois beijou os pés de Jesus em profunda reverência, pois este era o costume diante de um mestre muito importante. Depois disto, ela ungiu seus pés com o perfume que trouxera. Ou seja, tudo que tinha conseguido na vida, agora era para Jesus, para honrá-lo, para fazê-lo feliz. Isto é arrependimento!

Leitor: qual é o pecado que você carrega consigo? Um amante? Drogas? Embriaguez? Desonestidade com o dinheiro de algum tipo? Péssimos relacionamentos na família ou com outras pessoas? Maus pensamentos constantes? Diante deste amado Salvador, que é Jesus, o que você vai fazer? Continuar na mesma situação ou arrepender-se e mudar de vida?

Última atualização em Ter, 01 de Setembro de 2015 08:57
 
A Indiferença e a crítica excessiva são formas de incredulidade PDF  | Imprimir |  E-mail
Escrito por Redação CBB   
Ter, 11 de Agosto de 2015 09:35

A INDIFERENÇA E A CRÍTICA EXCESSIVA SÃO FORMAS DE INCREDULIDADE

Lucas 7.31-35

Conheci um senhor, marido de uma mulher muito crente, que vivia afastado da igreja há muitos anos. Visitei-o umas duas ou três vezes. Para tudo que eu dizia, ele tinha uma crítica ao cristianismo. Ora era o mau testemunho de pastores e líderes, ora era o ensino que ouvia na igreja e, até na história longínqua da Igreja Cristã, ele achava motivos para não crer mais. Por causa das críticas, ficou insensível à mensagem do Evangelho. A crítica é boa porque ela nos levou a pensar em determinado assunto e obriga a pessoa que a recebe a também rever posicionamentos. Mas, quando criticar torna-se um modo de vida, ela não constrói nada. Esta é queixa de Jesus em Lucas 7.31-35.

Jesus está explicando para uma grande multidão a relação entre ele e João Batista, seu predecessor. Sabendo que os líderes dos judeus não creram na mensagem de João Batista (e nem na dele), Jesus pergunta: “a quem posso comparar os homens desta geração; com quem se parecem?” (v. 31). Jesus não está falando do povo em geral mas dos líderes religiosos de sua geração. Em relação a eles, Jesus expressa um sentimento de frustração porque deveriam saber discernir a verdade e não o fizeram. A comparação é com crianças, mas no aspecto negativo (v. 32). Crianças estão numa praça para brincar. Há dois grupos delas. O primeiro grupo de crianças diz que a brincadeira era “casamento” e este grupo começou a tocar flautas e produzir música. O outro grupo deveria dançar, mas ficou imóvel. Vendo isto, o primeiro grupo propôs a brincadeira “funeral” e começaram a falar lamentos de tristeza, mas o outro grupo não chorou, novamente permaneceu imóvel. O primeiro grupo então reclama com os outros: “nós viemos aqui para brincar. Propusemos uma brincadeira alegre e vocês não quiseram. Propusemos uma brincadeira triste e, novamente, não quiseram. Afinal, o que é que vocês querem?” Aí, Jesus aplica esta estória para ele e João Batista (v. 33-34). Ele diz assim: “veio João Batista, que jejua e não bebe vinho, e vocês dizem: ‘ele tem demônio’; veio o Filho do Homem (Jesus), comendo e bebendo, e vocês dizem: ‘aí está um comilão e beberrão, amigo de publicanos e pecadores’”. João Batista tinha uma personalidade asceta, austera. Ele não participava da vida social, de banquetes e de festas, tanto que morava sozinho no deserto. No entanto, mesmo sendo deste jeito, João Batista trouxe a palavra de Deus para o povo e abençoou a muitos. Mas, os líderes religiosos rejeitaram João, não creram nele e, para se justificarem, desqualificaram João dizendo: “este homem é um endemoninhado, um louco; imagine viver num deserto e não viver em sociedade!”. Depois de João, aparece Jesus como pregador.

Jesus tem uma personalidade completamente diferente de João, pois ele é sociável e festeiro. Qualquer pessoa que o convidasse para uma festa, ele aceitava. Gostava de comer e beber com os amigos, discípulos e até os inimigos. Jesus era do tipo que nós chamamos hoje “de bem com a vida”, geralmente alegre e comunicativo e que todo mundo quer ter junto a si. Vendo este comportamento de Jesus, os líderes religiosos exageram nas críticas: “este homem é um comilão e um beberrão; ele não tem princípios morais; come até com gente imoral e pecadora; logo, deve ser um pecador também”. Ao exagerar nas críticas, o objetivo deles era não crer em Jesus. Veja as lições para nós neste texto: 1ª) Deus usa cada pessoa com o seu tipo de personalidade. João Batista era recluso, Jesus era sociável, mas Deus usou cada um deles do jeito que era. Se você se colocar nas mãos de Deus, ele te usará para abençoar outros do jeito que você é. 2ª) Uma pessoa que não quer crer em Jesus vai sempre ser muito crítica. Da crítica, ela passa à indiferença e desta, à incredulidade. Não há como agradar preconceituosos. Jesus termina dizendo: “mas a sabedoria é justificada por todos os seus filhos” (v. 35). Aquele que crê em Jesus como seu Salvador e Senhor percebe que Deus foi muito sábio em salvá-los mediante a morte de Jesus na cruz. Sabe que Jesus morreu por ele, para pagar seus pecados, aceita este perdão e este Senhor e vive para sua glória e louvor. Assim, sem fazer boas atitudes ou ter bons pensamentos, somos salvos somente pela fé em Jesus Cristo. Ele fez tudo por nós. Os filhos de Deus reconhecerão e aceitarão esta sabedoria de Deus.

 
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