Textos e Estudos Bíblicos
A RADICALIZAÇÃO DO DISCIPULADO PDF  | Imprimir |  E-mail
Escrito por Redação CBB   
Qua, 01 de Abril de 2015 11:04

A RADICALIZAÇÃO DO DISCIPULADO

Lucas 6.27-31

Quando dizemos a alguém: “você radicalizou”, dizemos que ele tomou uma atitude extrema, não comum. A radicalização indica que a pessoa tomou uma decisão e vai seguir nela, mesmo contra a opinião da maioria. No texto de Lucas 6.27-31, Jesus radicaliza seu discipulado: poucos se enquadrarão aqui.

Jesus manda amar (este é o verbo que ele mais gosta), o tempo todo, não os amigos, mas os inimigos (v. 27). Ninguém nunca ensinou isto. Olhe todas as religiões e filosofias que não tenham a ver com o cristianismo e você encontrará que a atitude com o inimigo ou é de combate ou de indiferença. De onde Jesus tirou esta ideia revolucionária de amar os inimigos? Certamente, da atitude de Deus, seu Pai. O Pai de Jesus ama seus inimigos: “porque Deus AMOU O MUNDO de tal maneira que deu seu único Filho ...”. Esta demonstração de amor ao inimigo é realizada pela pessoa como um todo mas Jesus menciona três áreas da vida para exemplificar o que ele está dizendo. A primeira área é a das atitudes: “façam o bem aos que os odeiam”. Por amar, faz-se o bem e não o mal àqueles que claramente não gostam de nós. Veja que a atitude de fazer o bem é toda do discípulo de Jesus e não da outra pessoa. Não é um “toma lá, dá cá” e jamais uma vingança. São atos claros de bondade. A segunda área mencionada por Jesus tem a ver com as palavras: “abençoem os que os amaldiçoam” (v. 28).

Por amar, sempre falamos bem daquele que fala mal de nós. Jesus não está dizendo que devemos mentir, bajular ou esconder a realidade da outra pessoa e sim que a palavra de seu discípulo só é dita se for para fazer bem, principalmente a quem o amaldiçoa. A terceira área é a dos desejos: “orem pelos que os maltratam”. Geralmente, oração é feita quando a pessoa está só, ela e Deus. Se quando está sozinha, ela é capaz de orar em favor do inimigo, isto significa que seus desejos estão marcados pelo amor. Em todos estes exemplos, fica claro que o outro continua a fazer o mal mas o discípulo de Jesus toma a atitude radical de só fazer o bem, de amar. Leitor: esta tem sido sua atitude? Você vive desta maneira? Ou você segue a correnteza da normalidade “dando o troco” a quem lhe faz o mal ou, quando muito, tornando-se indiferente àquela pessoa? Se você é discípulo de Jesus comece a mudar o rumo de sua vida para ajustar-se ao que o Mestre falou aqui.

Mas a radicalização de Jesus continua. Ele vai dizer: “se alguém lhe bater numa face, ofereça-lhe também a outra. Se alguém lhe tirar a capa, não o impeça de tirar-lhe a túnica” (v. 29). Esta é uma das ordens mais mal compreendidas de Jesus. Aqui ele não quer ser entendido literalmente. E isto é fácil de provar. Leia João 18.19-23 e vai ver que um soldado do sumo-sacerdote deu uma bofetada em Jesus quando ele estava amarrado e ele não deu a outra face! Pelo contrário, chamou a atenção do soldado que lhe bateu. Naquela ocasião, ele não deu a outra face mas lembre-se que, pouco tempo depois, deu a vida! O que então ele queria dizer com “dar a outra face”? “Assombrar” o outro (que bate em nós) com uma decisão passiva totalmente inesperada: não se vingar, de forma alguma. O discípulo de Jesus toma uma decisão ativa de abençoar e ajudar quem lhe faz o mal. Já vi e ouvi falar de muitas pessoas que, sendo roubadas por adolescentes ligados ao tráfico e às drogas, resolveram ajudar uma ONG que trabalha na recuperação deles. Isto é dar a outra face! Quando morava no Nordeste, vi a reportagem de uma mulher crente no Recife que, tendo perdido o único filho morto num assalto, procurou o assassino do filho na prisão e disse a ele: “você matou o meu filho e, de agora em diante, eu vou cuidar de você e resolvi adotá-lo como meu filho no lugar daquele que você matou”. Isto é dar a outra face!

No v. 30, Jesus diz que devemos encontrar maneiras de ajudar as pessoas. De sermos generosos, repartindo com quem precisa aquilo de que podemos dispor. De sermos solidários e amigos com as pessoas. Será que Jesus queria transformar seus discípulos em gente trouxa e frouxa, de quem os outros se aproveitam? Penso que não, porque ele sempre ensinou a dignidade de cada ser humano. O que ele queria, para seus discípulos, com esta mensagem radical? Primeiro: que eles fossem ativos promotores do bem e do amor num mundo mau e violento. Que esta seja a nossa característica de vida. Segundo: ele nos quer fazer parecidos com Deus. Não pode ser o normal do mundo, tem de ser diferente, tem de radicalizar.

Jesus termina este parágrafo com o princípio que norteia todas estas atitudes: “como vocês querem que os outros lhes façam, façam também vocês a eles” (v. 31). O discípulo não fica esperando que os outros lhe façam o bem para ele retribuir com mais bem. Ele toma a decisão de fazer o bem primeiro, independente da atitude do outro. Algo incrível acontece quando se age assim: o bem sempre retorna para você. Mas, o mais importante, é que você fica parecido com Deus.

 
OS SATISFEITOS COM A VIDA PDF  | Imprimir |  E-mail
Escrito por Redação CBB   
Ter, 17 de Março de 2015 10:32

OS SATISFEITOS COM A VIDA

Lucas 6.24-26

Dinheiro, poder e fama são os valores mais perseguidos do mundo atual. Observe os inúmeros casos de corrupção e enriquecimento ilícito em nosso país e no mundo. Veja os pecados que são cometidos para alcançar poder. Esta geração conecta-se para sentir-se importante. Só há alegria, se a pessoa recebe um grande número de mensagens. Em uma das cidades do interior paulista, a “onda” das adolescentes conectadas era mandar fotos delas próprias nuas. Outro filmou, por celular, uma relação sexual entre adolescentes em sala de aula e enviou a todos os seus amigos. A imensa maioria sente uma necessidade compulsiva de se incluir no mundo, no sistema. Eles estão muito satisfeitos com este tipo de vida. Jesus dá um grito de dor por esta gente em Lucas 6.24-26.

Por quatro vezes neste texto, Jesus diz “ai”. Este é um grito de dor pelo que vai acontecer, assim como gritamos “ai” quando uma tragédia nos é anunciada. Mas, o “ai” de Jesus também é um grito de aviso, de alerta, para que a pessoa mude sua situação, antes que seja tarde demais.

O primeiro “ai” é endereçado aos ricos, ou seja, os que têm muito dinheiro e bens e confiam em suas riquezas quando olham o futuro (v. 24). Eles são confiantes em sua própria capacidade pois já conseguiram muito e, por causa disto, não precisam de Deus. Nem orar precisam porque o que querem, conseguem. Geralmente, são pessoas insensíveis aos outros, egoístas e cujo principal pensamento na vida é: “como posso lucrar mais?”. Jesus diz que estes já receberam sua parte: vida boa, desfrutando do bom e do melhor. Não sobrou nada para eles no futuro e na vida eterna. Não há esperança para esta gente. Quando estas pessoas adentrarem a eternidade, perceberão que só lhes restou a dor de conviverem com o que são. “Quando tudo que um homem tem é sua riqueza, ele é pobre”. Cuidado para que o dinheiro ou a ascensão social não faça você sentir-se autoconfiante a ponto de esquecer Deus e de torná-lo insensível às outras pessoas.

O segundo e o terceiro “ai” estão interligados (v. 25). O segundo “ai” é para os que têm fartura. Eles estão satisfeitos com este mundo porque ele lhes dá tudo que querem. Este mundo satisfaz seus desejos, nem que seja um par de tênis de marca ou um colar. Por isso, eles vivem rindo, demonstrando uma felicidade que é apenas externa, da hora, do momento. Você já observou que, na maioria das propagandas, para vender um produto, as pessoas estão rindo? Também já observou que quando um repórter vai falar de carnaval, futebol, prêmios da loteria, festas, eles encenam um lindo sorriso? Tempo virá, diz Jesus, em que estes que têm fartura terão fome de tudo e serão visceralmente insatisfeitos! Eles terão vergonha de si próprios por terem se tornados fúteis e sem conteúdo interior. Isto será expresso por lamentos e choros que demonstrarão uma tristeza profunda na qual dirão: “por que eu me tornei este tipo de pessoa?”. E o pior: ficará só consigo mesmo e, por causa disto, eternamente infeliz.

Quando todos falarem bem de você o tempo todo, quando você estiver conectado com o espírito deste mundo, quando todos lhe elogiarem e bajularem: ai de você! (v. 26). Você fala o que todo mundo fala, ou seja, sua opinião é moldada pelos outros e pela mídia. Você age como todo mundo age, inclusive nas ações erradas porque, afinal de contas, todos fazem assim. Você não sabe dizer não para nada, é “maria-vai-com-as-outras”, é “pau-mandado”, não tem personalidade. Se você é assim, está em péssima companhia: no passado, os falsos profetas também agiram assim. Gente falsa, bajuladora, que só queriam agradar os outros e “ficar bem na fita” e usavam até o nome de Deus para isto. Tenha personalidade, leitor, saiba dizer “não” para aquilo que é errado ou simplesmente para aquilo que você não quer. Pare de bajular as pessoas e seja sincero e honesto. Não tenha medo de receber críticas: aprenda com elas quando estiverem certas e descarte-as quando estiverem erradas.

Este mundo vive os valores contrários aos de Deus: “vocês não sabem que a amizade com o mundo é inimizade com Deus? Quem quer ser amigo do mundo, faz-se inimigo de Deus” (Tiago 4.4). Este mundo é orgulhoso, mentiroso, satisfeito consigo próprio, insensível, bajulador. Se entrar nesta máquina de moer carne, você será um deles. Seja diferente, obedeça a Deus, faça o que é certo, aja com amor, aguente a pressão, siga na fé e seja discípulo de Jesus Cristo.

 
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