Textos e Estudos Bíblicos
O QUE FAZEMOS AOS OUTROS,VOLTA-SE PARA NÓS PDF  | Imprimir |  E-mail
Escrito por Redação CBB   
Ter, 28 de Abril de 2015 10:32

O QUE FAZEMOS AOS OUTROS, VOLTA-SE PARA NÓS

Lucas 6.37-38

Gostamos de ser juízes da vida dos outros. Isto parece inato em nós. Lembro-me de quando era pastor nas igrejas em que pastoreei e via um determinado adolescente que dava muito problema, dizia para mim mesmo: “quando este adolescente tiver um pouco mais de idade, vai abandonar Jesus e a igreja”. O tal adolescente ficou adulto e tornou-se uma excelente testemunha de Jesus. De outro adolescente, eu pensei: “este vai ser um pastor muito bom no Reino de Deus”. Pouco tempo depois, este mesmo adolescente aprontou, abandonou a igreja e vivia falando mal da época em que participava dela. Vai julgar os outros!!! O que Jesus nos ensina acerca desta atitude humana de julgamento?

Vamos ver em Lucas 6.37-38.

Jesus diz: “não julguem, e vocês não serão julgados. Não condenem, e não serão condenados.” (v. 37). Primeiro, eu quero dizer que esta palavra não tem nada a ver com o sistema judicial. Segundo, este julgamento não se refere a falar um fato comprovadamente verdadeiro sobre alguém. O que Jesus está proibindo? A atitude humana de formar opinião sobre os outros, baseada em nossas impressões e preconceitos pessoais. O que ele condena é ter um jeito de ficar julgando o tempo todo, todas as pessoas que encontramos, com exceção dos nossos amigos. Geralmente, quem julga, condena, pois temos a tendência de ver melhor os defeitos do que as virtudes dos outros. Por ver mais os defeitos, a pessoa que julga fica com raiva da outra. Por causa disto, Jesus associa o julgar com o condenar. Se nós nos tornarmos pessoas extremamente críticas dos outros, então, além de tornarmo-nos pessoas amargas, seremos julgados da mesma forma pelos outros. O julgamento e a crítica que fazemos aos outros, de alguma forma volta-se contra nós mais tarde. Você conhece alguém que fica o tempo todo criticando os outros? Você gosta de conversar com esta pessoa? O que os outros dizem acerca desta pessoa? O ensino de Jesus é que paremos imediatamente de julgar e condenar os outros, baseados em nossas próprias opiniões.

No texto, o oposto de julgar é perdoar: “perdoem, e serão perdoados” (v. 37). Do mesmo jeito que nos proíbe julgar, agora manda que perdoemos. Ele nos orienta a viver com um jeito perdoador. Independente se a outra pessoa veio ou não pedir perdão, se ela arrependeu-se ou não, em nosso coração devemos perdoar. A manifestação externa do perdão só deve ser dada quando a pessoa que errou, pedir perdão, por palavras ou atitudes. Mas, em nosso coração, o perdão deve ser liberado rapidamente. Quem não perdoa carrega um fardo muito pesado que vai atrapalhar o resto de sua vida. Perdoar é ser livre! Ao sermos pessoas perdoadoras, algo incrível vai acontecer: as pessoas também perdoarão nossos erros. Tudo que fazemos aos outros, quer seja o bem, quer seja o mal, acabará voltando para nós. Você é quem decide o que os outros vão lhe dar.

Junto com o perdão, viva uma vida de doação (v. 38). Doe tudo que você puder doar: alimentos, bens, dinheiro, tempo, palavras amigas, seu ombro, suas mãos, inteligência, influência, etc. Tenha um coração generoso e não tenha medo de doar. Jesus diz que, se você tiver um coração generoso, receberá muito mais do que deu. Ele usa a figura da farinha que é colocada num saco e você bate o saco para caber mais farinha e chega ao ponto de transbordar. Assim receberemos de volta tudo que foi dado. Você receberá muito mais do que deu. Haverá um complô do bem a nosso favor. A doação que fazemos aos outros, volta-se para nos abençoar.

Com a medida que medirem, medirão vocês! Sua vida tem sido de perdão? Ou você costuma guardar mágoas, anos e anos, até que estas mágoas envenenem sua vida? Sua vida tem sido de doação? Há generosidade ou egoísmo em tudo que você faz? Você evita julgar e, pelo contrário, aceita as pessoas como são, sabendo que terão falhas assim como você também as têm? Tudo que você faz, retorna para você.

 
ESPALHANDO A MISERICÓRDIA DE DEUS PDF  | Imprimir |  E-mail
Escrito por Redação CBB   
Seg, 13 de Abril de 2015 09:27

ESPALHANDO A MISERICÓRDIA DE DEUS

Lucas 6.32-36

O Deus cristão que a Bíblia apresenta, comparado com os deuses de outras religiões, parece um Deus “mole e fraco”: ele perdoa, ele não usa a força para convencer, ele não se defende. O Deus cristão ajuda a todos, quer creiam nele, quer não. Uma pessoa nega a sua existência, outra o amaldiçoa, mas ele prossegue no firme intento de abençoar estas pessoas com a vida, família, trabalho, dinheiro, produção, amigos, etc. E mais, ele se gloria exatamente nisto, pois diz que é sua graça e misericórdia e ele tem prazer em ser e agir assim. Ele está tão seguro deste modo de ser que quer que seus discípulos, através de Jesus Cristo, o imitem. Esta é a mensagem de Jesus em Lucas 6.32-36.

Nos v. 32-34, Jesus faz três perguntas retóricas a seus discípulos: em que se demonstra em nós a graça de Deus se amamos quem nos ama? O que há de mais em fazer o bem a quem lhe faz o bem? O que há de mais para os discípulos se eles emprestam a pessoas que eles têm a certeza que vão devolver? Jesus diz que estas atitudes são tão comuns no mundo que até pessoas que chamamos de ruins fazem isto. Ao fazermos estas atitudes, estamos nos nivelando ao normal das pessoas, ao senso comum. Jesus pergunta-nos: “o que há de mais nisso?”. A resposta é: nada. Ser discípulo de Jesus é ir além do senso comum. É fácil amar os iguais mas Jesus quer que amemos os diferentes de nós.

O que Jesus quer que façamos então? Ele mesmo diz: “amem, porém, os seus inimigos, façam-lhes o bem e emprestem a eles, sem esperar receber nada de volta” (v. 35). Em outras palavras: amem, sem reservas, os diferentes de vocês! Jesus nos propõe aceitar um estilo constante de vida na qual vamos nos tornando, não sem esforço, pessoas graciosas e misericordiosas com todos: à pessoa que nos faz o mal, às pessoas difíceis e que não dão retorno às nossas ajudas. Ele nos chama a fazer o bem a todos e dar sem esperar receber de volta. Como evangélico que sou vejo a tremenda dificuldade de nosso grupo em obedecer estas palavras de Jesus. Nós, que somos evangélicos, só amamos os que também são deste grupo e olhe lá! O que aprendo com Jesus aqui é que, como evangélico, tenho que amar, sem reservas, os que praticam outras religiões: os católicos, espíritas, adeptos do candomblé e macumba, testemunhas de Jeová, muçulmanos, entre outros. Amar os ateus. Amar aqueles que têm uma prática de vida diferente daquela que ensinamos: os homossexuais, os adúlteros, os fornicadores, os corruptos, os violentos, os pedófilos, os criminosos. Ao amá-los, não estamos concordando com práticas e fés que julgamos erradas. Não vamos também, na hora certa, deixar de falar daquilo que julgamos ser a verdade da crença e da ética. O que quero dizer é que os atos de amor, graça e misericórdia precedem qualquer tipo de diferença que venhamos a notar. Amar, primeiro; julgar, bem depois, e só se for necessário para o exercício do amor.

Quando agimos assim, com misericórdia e amor acontecem duas transformações conosco. A primeira transformação é que nos tornamos ricos diante de Deus (v. 35). Parece que estamos perdendo, ficando por baixo dos outros mas Jesus diz que nossa recompensa será grande diante de Deus. Há um grande lucro pessoal em agir assim. A segunda transformação é que nos tornaremos filhos do Altíssimo. Jesus disse: “porque ele é bondoso para com os ingratos e maus”. Veja bem o que está escrito no texto: Deus é bondoso para com os ingratos e maus! Deus age desse jeito com gente que não presta, não merece, mas ele age assim porque ele é assim. Cada vez que assumimos o estilo de vida de agir com misericórdia e graça, nos tornamos parecidos com o Pai celestial. Filhos que carregam o mesmo DNA do Altíssimo.

Deus está sendo misericordioso agora (v. 36). A maior demonstração da misericórdia e amor de Deus foi a morte de Jesus na cruz para pagar o pecado dos pecadores. O apóstolo Paulo diz: “mas Deus demonstra o seu amor por nós: Cristo morreu em nosso favor quando ainda éramos pecadores” (Romanos 5.8). Será que você consegue entender e crer na misericórdia de Deus em seu favor e de todas as outras pessoas da humanidade? Torne-se misericordioso também, como ele é.

Fui criado no grupo chamado “evangélico” e tornei-me um deles por vontade pessoal quando ainda era criança e entreguei minha vida a Jesus. Mas confesso que ainda estou muito longe de ser uma pessoa do tipo que Jesus falou. Tenho muita dificuldade em amar o diferente, àquele que se opõe a mim. No entanto, tenho tentado sair dos preconceitos do meu “gueto” evangélico, enraizados na minha vida, a fim de olhar o outro com amor. Que Deus continue a ter misericórdia deste pecador que sou eu, e continue me transformando à sua imagem.

 
<< Início < Anterior 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 Próximo > Fim >>

Pagina 8 de 75
 
Copyright © 2019 Portal Batista. Todos os direitos reservados.
Rua José Higino 416, Predio 28 - Rio de Janeiro - RJ / CEP 20510-412 / (21) 2157-5557