Você tem valorizado a nova geração da sua igreja?
 
>>
O DESAFIO DA ESCOLA BÍBLICA DOMINICAL NA PÓS-MODERNIDADE (parte 4) PDF  | Imprimir |  E-mail
Escrito por Redação CBB   
Seg, 11 de Março de 2013 12:55

O DESAFIO DA ESCOLA BÍBLICA DOMINICAL NA PÓS-MODERNIDADE (parte 4)

Por Denize Alcaide


2. O Desafio do baixo nível intelectual dos alunos

Como alguém que não sabe ler ou escrever, irá questionar uma pregação como sendo antibíblica? Como irá perceber que a verdade da Palavra de Deus está sendo usada com a finalidade de explorar sua fé? Mesmo aqueles que conseguiram chegar a uma formação secundária em nosso país, muitas vezes não têm uma formação adequada que permita aprofundar seus debates teológicos além do nível superficial, tornando-os uma espécie de reféns de qualquer tipo de ensinamento transmitido.

Quando o jornalista britânico Robert Raikes iniciou a Escola Dominical em 1780, seu objetivo primordial era de oferecer um ensino gratuito às crianças pobres. Já a Escola Bíblica Dominical atual é um reflexo do modelo americano em que o conhecimento bíblico tem ênfase no crescimento e na edificação espiritual em todas as faixas etárias. O ponto é, diante do quadro brasileiro em que o ensino sugerido é totalmente alienador, verificamos um empasse dualista, em que hora a Escola Bíblica Dominical pode ser um canal para reforçar os desmandos de certos pastores que em nome de Deus envolvem emocionalmente seu público, hora estamos diante do anti-intelectualismo que permeia a cultura de um modo geral.

Chegamos à conclusão até aqui, que duas vertentes anticristãs estão causando estragos nas igrejas ditas evangélicas: As igrejas que assumiram os princípios da pós-modernidade, e as que ainda não chegaram nem mesmo na Modernidade. Vivem em uma espécie de cristianismo, que a autoridade eclesiástica está acima da autoridade escriturística. Supervalorizando a figura do líder como uma espécie de “super-homem de Deus”. Ė ele quem determina as normas de conduta, com base na sua palavra pessoal e inquestionável, uma espécie de protótipo da liderança espiritual da Idade Média. Mas por que no Brasil ainda se observa este tipo de mentalidade? Paulo Freire vai fazer uma abordagem crítica do quadro social brasileiro em seu livro Pedagogia da Autonomia, mostrando a miséria humana e a exclusão social brasileira.

Portanto, dois tipos de analfabetismos derivam deste quadro: o analfabeto total, ou seja, aquela pessoa que nem mesmo teve a oportunidade de pegar em um lápis na vida; e o analfabeto funcional, aquela pessoa que sabe ler, mas não compreende o que está sendo lido. Os sociólogos alegam que o grande número de excluídos dentro das igrejas evangélicas se deve ao fato do sentimento de amparado por ela auferido; pela esperança futura que o cristianismo dá ao falar das recompensas da vida por vir e do sofrimento que cessará, por exemplo. Além disso, seu ingresso na igreja seria por receberem alguns benefícios imediatos através de programas sociais. Desta forma algumas lideranças abusam da inocência e despreparo dessas pessoas, manipulando-as para o fim que desejam, revelando um caráter corrompido, abominável e hipócrita da autoridade que dizem possuir.

 
O DESAFIO DA ESCOLA BÍBLICA DOMINICAL NA PÓS-MODERNIDADE (parte 3) PDF  | Imprimir |  E-mail
Escrito por Redação CBB   
Ter, 05 de Março de 2013 08:04

O DESAFIO DA ESCOLA BÍBLICA DOMINICAL NA PÓS-MODERNIDADE (parte 3)

Por Denize Alcaide

1. O Desafio do Aprendizado Bíblico
O que fazer para que nossas igrejas tenham um aprendizado bíblico, crítico e maduro, nestes dias de tanta confusão sobre o real entendimento da Palavra de Deus e a disseminação de uma teologia anticristã? Primeiro temos que lançar nossos olhos para a Bíblia como Palavra de Deus, inerrante e infalível. Depois temos que buscar nossas fontes históricas para detectarmos as origens dessas heresias em nosso meio; em terceiro lugar, temos que deixar a inércia da teoria e partir para o engajamento prático na reformulação do entendimento teológico cristão.

Hoje, o Jesus apresentado não é mais o histórico, mas uma mistura sincretista da religiosidade pagã. A Bíblia para muitos é apenas um amuleto para espantar o mal. Precisamos cuidar para que nosso dogmatismo excessivo, não nos afaste de transmitir as verdades bíblicas sem tocar os corações. À medida que somos indiferentes aos reais questionamentos de nossos alunos em face aos paradigmas vigentes, revelaremos um interesse puramente teórico da teologia, tornando nosso estudo como qualquer outro. Nossa motivação primária deve ser o conhecimento de Deus para obedecê-lo, através de sua Palavra como regra de fé.

“Todos têm um desejo natural de saber. Mas de que serve o conhecimento sem o temor de Deus? Sem dúvida um lavrador humilde serve a Deus melhor que um filósofo orgulhoso que tenta entender o rumo do céu”. (KEMPIS, Tomás de. A imitação de Cristo. São Paulo: Martin Claret, 2003. p. 127).

Temos como desafio, a falta de uma teologia correta; a necessidade da compreensão histórico-filosófica cristã; uma pedagogia que promova um ensino de qualidade; um entendimento psicológico que valorize cada aluno como ser criado à imagem e semelhança de Deus; e, uma espiritualidade genuína por parte dos educadores cristãos que promova a glória de Deus, não só pela ênfase no conteúdo ministrado, mas principalmente por serem exemplos de vida a serem imitados.

 
<< Início < Anterior 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 Próximo > Fim >>

Pagina 1 de 30


Copyright © 2013 Portal Batista. Todos os direitos reservados.
Rua Senador Furtado, 56 - Rio de Janeiro - RJ / CEP 20270-020 / (21) 2157-5557